Execução dos recursos beneficiou mais de três mil agricultores pernambucanos

Alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a Secretaria Estadual de Educação (SEE) registrou, em 2025, a execução de 40% dos recursos destinados à compra de alimentos da agricultura familiar. O estado, portanto, superou o percentual mínimo obrigatório de 30% vigente no ano. Esse volume corresponde a R$ 40.776.305,73 em execução contratual, o que mostra a robustez da política de compras públicas, a capacidade de planejamento e a eficiência da gestão da alimentação escolar no âmbito da rede estadual. 

O índice, aliás, posiciona a Rede Estadual de Pernambuco de forma estratégica diante do novo marco legal que eleva o percentual mínimo obrigatório de 45% de compras da agricultura familiar a partir de 2026.

O resultado foi alcançado a partir da execução de três chamadas públicas para os pequenos produtores, destinadas a hortifruti, beneficiados e mix caprino, que garantiram a distribuição de alimentos da agricultura familiar para escolas em todo o estado. A estratégia adotada pela Secretaria incluiu o desmembramento das chamadas públicas de 16 para 30 lotes para maior democratização do acesso aos processos de compra e ampliação de forma significativa a participação de cooperativas e associações.

Além de fortalecer a inclusão produtiva no campo e ampliar o alcance social da política pública, essa reestruturação refletiu no número de agricultores beneficiados. Em 2024, foram atendidos 1.196 produtores, enquanto em 2025 o número chegou a 3.389 agricultores familiares. 

Paralelamente, foram implementadas melhorias na diversidade e na qualidade dos alimentos ofertados, com a inclusão de novos itens no hortifrúti, como banana-da-terra e abacaxi, além da ampliação dos produtos beneficiados, com a inclusão de bolo de maracujá, bolo de laranja e milho in natura.

Em relação ao mix caprino, a SEE promoveu ajustes importantes no planejamento e na logística. Uma das principais mudanças foi a alteração da frequência de fornecimento de mensal para quinzenal, a fim de garantir maior regularidade na oferta e melhor integração dos produtos exclusivamente para o Sertão, em respeito à cultura alimentar da região, com a oferta de carne de caprinos integrada ao cardápio escolar de forma planejada e adequada ao território e compondo o cardápio escolar. 

Paula Darling, superintendente do Programa de Alimentação Escolar da SEE, destaca como o conjunto de ações reforçam o compromisso de Pernambuco com uma alimentação escolar de qualidade, socialmente justa e alinhada às diretrizes do PNAE. 

“Quando garantimos alimentos frescos e de qualidade no prato dos estudantes, estamos cuidando da saúde, do aprendizado e do bem-estar. Ao mesmo tempo, fortalecemos o fomento à agricultura familiar, valorizamos a cultura alimentar da nossa região e cuidamos das pessoas em todas as etapas, de quem produz até quem se alimenta”, explica.