QCiência reuniu 81 projetos e contou com a participação de cerca de 50 escolas pernambucanas
Estudantes da Rede Estadual participaram, nesta quinta-feira (24), da QCiência, a Feira de Ciências promovida pelo Departamento de Química Fundamental da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento aconteceu no Centro de Convenções da UFPE e reuniu estudantes de escolas públicas e privadas, do ensino fundamental e médio. Nesta edição, a Feira de Ciências reuniu 81 projetos e contou com a participação de aproximadamente 50 unidades de ensino de todo o estado.
Um dos grupos presentes foi composto por estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Paulo Freire, em Carnaíba, no Sertão, que uniram sustentabilidade e inovação para criar o projeto Cajusol, placas solares que utilizam o líquido da casca da castanha de caju (LCC) para produzir energia renovável. “O objetivo do nosso projeto é utilizar as cascas de caju para criar uma superfície seletiva para placas solares, utilizando o LCC, um líquido negro, viscoso e tóxico que é derivado da queima dessas cascas. O CajuSol não só barateia o alto custo das placas convencionais, como também contorna os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado do LCC”, explica Ingrid Clara, uma das quatro alunas que compõem o projeto.
Fotos: Josimar Oliveira/SEE
Com a iniciativa, a equipe participa do programa Power4Girls, da embaixada dos Estados Unidos, que incentiva jovens lideranças femininas a criar soluções para questões palpáveis, com foco em desafios de economia circular e sustentabilidade. No fim de novembro, as integrantes vão apresentar o projeto em Brasília, no Distrito Federal. Esse foi apenas um dos 13 projetos da ETE Professor Paulo Freire apresentados na QCiência, todos com participações em programas, feiras e olimpíadas científicas por todo o País.
Estudantes de cinco escolas da Gerência Regional de Educação (GRE) Sertão Central também participaram do evento, com 15 projetos que reuniram 43 participantes. Uma delas é Giovana Barros, da Escola Professor Manuel Leite, em Salgueiro. Aluna do 9º ano, é a primeira vez que ela participa da feira e considera que desenvolveu diversas habilidades a partir da experiência. “Trabalho em grupo, principalmente, oratória, liderança e empatia, porque, às vezes, o companheiro está nervoso, não consegue falar e a gente tem que assumir”, elenca a estudante.
Para a professora de química da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e membra da comissão organizadora do evento, Maria José Filgueiras, a feira estimula os estudantes a se interessar pela produção científica. “Quando os estudantes apresentam esses projetos, muitos deles inovadores, eles estão exercendo esse lugar de cientista, de fazer ciência, de transferir conhecimento. Eles passam a perceber que a ciência está presente em todos os lugares. Isso tudo é importante para a escolha das profissões”, pontua.





