Com 63% das escolas em tempo integral, estado atende mais de 490 mil estudantes

Espaço fundamental para a construção de uma sociedade mais equalitária, a escola desempenha um papel essencial no desenvolvimento intelectual, emocional e profissional de pessoas de todas as idades. Neste dia 15 de março, celebra-se o Dia da Escola, uma data que remete à inauguração da primeira instituição de ensino no Brasil, em 1549, sob a gestão dos jesuítas. 

De lá pra cá, a educação escolar no país passou por diversas transformações.  Primeiramente focada na catequização, depois voltada às elites, hoje ela é uma garantia constitucional, oferecida gratuitamente pelas redes municipais, estaduais e federais. Atualmente, a Rede Estadual de Pernambuco conta com 1.064 unidades de ensino, que atendem mais de 490 mil estudantes. Dessas, 673 funcionam em regime integral, entre escolas de referência e escolas técnicas. 

Com o compromisso de universalizar o ensino integral, o Governo do Estado já implementou 97 escolas em tempo integral desde o início da gestão da governadora Raquel Lyra. Destaque nacional para Pernambuco, a rede em tempo integral não para de crescer, com 17.618 mil novas vagas criadas desde o início da gestão. 

Esse cenário leva Pernambuco à liderança do ranking nacional de alunos matriculados no ensino médio em tempo integral, de acordo com os dados do Censo Escolar 2023, divulgados em 2024. Isso significa que, em todo o território nacional, a rede pública do estado tem a maior proporção de estudantes de ensino médio em instituições de tempo integral: 73%. O percentual está bem acima da média nacional, que figura em 21,9%. 

O sucesso desse modelo é comprovado pelos índices educacionais, como demonstra a Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Cônego Olímpio Torres, em Tuparetama, no Sertão. A unidade de ensino lidera o ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe) entre as escolas de referência do estado, com média 6,95, feito já conquistado anteriormente em 2018. 

“A escola vem apresentando altos índices de aprovação de seus alunos em vestibulares por todo o país. Esses excelentes resultados são reflexo do compromisso com a educação integral, um modelo capaz de promover uma cultura de excelência. Ao oferecer uma formação que vai além do ensino tradicional, a escola incentiva o protagonismo juvenil, desenvolve competências socioemocionais e proporciona um ambiente de aprendizagem dinâmico e inovador. Essa abordagem integral permite que cada aluno supere desafios, alcance seu máximo potencial e esteja preparado para o futuro”, pontua Edilma Ferreira, gestora da escola. 

A partir de metodologias ativas e uma cultura institucional voltada para a excelência acadêmica, a escola tem se firmado como referência em ensino de qualidade. “Dentre as principais metodologias utilizadas, podemos descartar projetos direcionados à otimização das aprendizagens, tais como monitorias, disciplinas eletivas, clube de leitura, oficinas de redação, aulões, estudos orientados e olimpíadas internas”, explica Edilma, que ainda destaca o planejamento pedagógico colaborativo e a pactuação interna de metas como pontos que ajudam a alavancar o processo de ensino-aprendizagem da escola. 

Atualmente, a educação integral é oferecida em todos os municípios do estado. Os números apontam que mais de 63% das escolas de Pernambuco são de tempo integral, superando a meta do Plano Nacional de Educação. Ao todo, a atual gestão planeja criar mais 36 escolas em tempo integral e mais 15 escolas técnicas até 2026. Esse planejamento segue as demandas de cada comunidade.

Em 2024, o Governo do Estado implantou a primeira escola indígena integral do Brasil. Localizada no Sertão, no município de Cabrobó, a Escola de Referência em Ensino Fundamental e Ensino Médio (Erefem) Indígena Capitão Dena oferece educação integral aos seus estudantes do povo Truká.

Kauan Gabriel, 16 anos, é aluno da Erefem e acompanhou a transição do modelo de ensino. “A transição para o regime de tempo integral e a ampliação da carga horária representaram desafios consideráveis, como o cansaço. Entretanto, essa experiência proporciona a mim e aos meus colegas a aquisição de um conhecimento mais abrangente por meio da inserção de novas disciplinas, como o estudo orientado. Essa metodologia pedagógica me instrumentalizou na elaboração de um cronograma que otimiza a revisão de disciplinas mais complexas, como as de exatas”, pontua o estudante do segundo ano do ensino médio. Atualmente, quatro escolas indígenas funcionam no modelo integral. 

Para tornar a escola pernambucana uma das mais atrativas do país, o governo vem investindo em parcerias, reformas, ampliação e construção de unidades de ensino. Em dois anos, através das ações do programa Juntos pela Educação, o estado já inaugurou 207 novas quadras poliesportivas. Até 2026, a previsão é de que sejam concluídas 334 quadras nas escolas estaduais. 

A climatização dos espaços educacionais também é uma das metas do programa. Desde o início da gestão da governadora Raquel Lyra, o Governo do Estado já instalou 4.598 aparelhos de ar-condicionado nas unidades de ensino da Rede Estadual. Até 2026, serão instalados cerca de 20 mil aparelhos de ar-condicionado com o intuito de proporcionar mais bem-estar para alunos, professores e funcionários da rede.