Formação continuada realizada em Pesqueira, no Agreste, reuniu cerca de 70 participantes 

A Secretaria Estadual de Educação (SEE) promoveu, da terça (18) à quinta-feira (20), uma formação com foco nos itinerários formativos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Quilombola, alinhados à nova Matriz Curricular do ensino médio. Participaram do evento cerca de 70 profissionais, entre professores articuladores da EJA Quilombola e  representantes de 11 Gerências Regionais de Educação (GRE) que possuem turmas desta modalidade. A formação foi realizada no município de Pesqueira, no Agreste do estado. 

O encontro, organizado pela Gerência de Educação Escolar Quilombola (GEEQ), promoveu a reflexão dos professores articuladores territoriais sobre os Itinerários Formativos da EJA Quilombola em diálogo com a temática do ano letivo. A palestra de abertura discutiu os  “Direitos socioambientais nas/das comunidades quilombolas”. 

Para além da Formação Geral Básica, estão sendo implementados quatro itinerários formativos na EJA Quilombola: Práticas de Letramento Linguístico, Etnomatemática, Territorialidades Quilombolas e Agroecologia e Vivências no Quilombo. O evento contou com salas de discussões sobre esses novos itinerários. “A iniciativa busca qualificar as práticas pedagógicas e fortalecer a educação quilombola no estado, garantindo um currículo que valoriza a cultura, os saberes ancestrais e a realidade das comunidades quilombolas em Pernambuco”, argumenta Romero Almeida, gerente da GEEQ. 

A professora articuladora Fernanda Rodrigues acredita que formações como essa auxiliam na criação de estratégias para fortalecer a identidade e a ancestralidade dos estudantes quilombolas. “Esse momento foi fundamental para a apropriação dos conhecimentos, leis e vivências quilombolas, do estudo sobre a agroecologia e, principalmente, sobre o letramento racial nos territórios. A formação nos permite desenvolver metodologias que possibilitem o desenvolvimento dos educandos na leitura, na escrita, na oralidade e na sua atuação dentro e fora de seus territórios”, afirma a docente, que é liderança quilombola da comunidade de Cupira, localizada no município de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão.