Essa é  terceira formação de 2025 focado na construção de um Currículo de Educação Escolar Indígena no Estado

Coordenadores e lideranças das escolas indígenas da Rede Estadual se reuniram, de quarta à sexta-feira (7 a 9 de maio), para discutir o Currículo Intercultural das Escolas Indígenas de Pernambuco – Etapa Anos Finais do ensino fundamental. O encontro aconteceu em Pesqueira, no Agreste do estado. Em abril, representantes da educação escolar indígena discutiram o currículo para os Anos Iniciais do ensino fundamental. Já em março, foi a vez da educação infantil. 

Na quarta-feira (7), as atividades foram iniciadas pela manhã com um ritual de abertura e a mesa “Currículo, Decolonialidade e especificidade: como construir um currículo decolonial dentro da esfera do Estado”. À tarde, a mesa “O Currículo Intercultural e os desafios na implantação” reuniu os participantes em torno das discussões. Na quinta-feira (8), foi a vez de discutir “Legislações para educação escolar indígena, específica, diferenciada e Intercultural” abordando, durante toda a manhã, o aparato legal que guia a temática. 

Em seguida, pequenos grupos foram formados, de acordo com a organização dos povos indígenas, para se debruçar sobre a construção, revisão e encaminhamentos finais do Currículo. O trabalho seguiu até a sexta-feira (9), quando foi apresentado coletivamente o material produzido sobre o Currículo Intercultural das Escolas Indígenas de Pernambuco – Anos Finais. 

O encontro foi promovido pela Gerência de Educação Escolar Indígena (GEEIN) da Secretaria Estadual de Educação (SEE). A GEEIN, ligada à Superintendência de Políticas Educacionais Indígenas (SUPIN) da SEE, foi criada em 2023 para tratar das questões pedagógicas relacionadas às escolas indígenas.

“Esse terceiro encontro dá continuidade às discussões e à construção de um Currículo para Educação Escolar Indígena em Pernambuco, reunindo tanto as lideranças tradicionais quanto as lideranças da educação dos diversos povos e coordenações. Programas e projetos direcionados à Educação Escolar Indígena somente terão êxito a partir da produção de um Currículo próprio”, afirma Valdemir Lisboa, gerente da GEEIN. 

A Educação Escolar Indígena, assegurada na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), garante às comunidades indígenas o direito a uma educação diferenciada, específica e bilíngue. Ela contempla todos os níveis de ensino, desde o maternal até o ensino médio, incluindo a Educação de Jovens, Adultos e do Idoso (EJA). Construída em diálogo com a vivência diária dos estudantes, ela leva em conta os seus modos de vida, aspectos sociais, culturais e espirituais.