Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, o evento reuniu profissionais da educação de todo o Estado para o lançamento do Protocolo Antirracista da Educação de Pernambuco
A Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (SEE) reuniu, nesta terça-feira (01) e quarta-feira (02), profissionais da educação dos 184 municípios do Estado para o 1º Seminário da Política Nacional de Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). O evento aconteceu em Garanhuns, no Agreste, e foi transmitido ao vivo pelo canal da SEE no YouTube.
Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, 03 de julho, o seminário promoveu debates relevantes sobre a temática do combate ao racismo nas unidades de ensino. A conferência também marcou o lançamento do Protocolo Antirracista da Educação de Pernambuco. Ao instituir o protocolo, a SEE visa combater o racismo nas escolas da rede estadual de ensino e fortalecer uma educação antirracista e equânime como prática pedagógica importante no enfrentamento e na prevenção de diversas violências que tendem a ser inviabilizadas ou naturalizadas no âmbito escolar, com reflexos em outros espaços sociais.
O documento foi avaliado pela Gerência de Políticas Educacionais da Educação do Campo (Gepec) e pela Superintendência de Política Educacional Indígena (Supin). O protocolo foi construído considerando o que preconizam as leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena nos currículos escolares.
Segundo Cledson Severino de Lima, gerente de Políticas Educacionais de Direitos Humanos, este seminário é um marco fundamental para o fortalecimento da política de Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola em Pernambuco. Além disso, representa um espaço de formação, troca de saberes e construção coletiva, reafirmando o compromisso do Estado com a promoção de uma educação antirracista, inclusiva e comprometida com a valorização das identidades.
“Ao reunir profissionais da educação, movimentos sociais e comunidades tradicionais, avançamos no caminho de garantir uma escola que respeite e valorize as histórias e culturas afro-brasileiras, indígenas, ciganas e quilombolas, contribuindo diretamente para uma sociedade com mais respeito, dignidade e justiça social”, explica Cledson.
O evento contou com a participação de Rosa Marques (Rede de Mulheres Negras), Edilene Bezerra Pajeú (Pretinha Truká), Gilvânia Maria Silva (Conaq – CNE), Lilian Paiva e Lara Oliveira Vilela (Secadi/MEC). Além disso, houve um painel sobre os Determinantes sociais das desigualdades étnico-raciais na Educação Básica de Pernambuco, com mediação de Janayna Cavalcante e Cristina Nascimento (Undime), e participação de Adlene Arante Silva (UPE) e Rosely Tavares de Sousa (UFPE).
O segundo dia do evento foi dedicado às oficinas práticas para elaboração de diagnósticos e planos municipais. As apresentações culturais ficaram por conta do Grupo de Dança e Percussão Negras e Negros Ubuntu, da Escola Municipal Batista da Esperança, localizada na Comunidade Quilombola Estivas, e do Coral dos estudantes do 4º e 5º ano da Escola Municipal Virgília Garcia Bessa, da Comunidade Quilombola Castainho, todos do município de Garanhuns.




