Com oito equipes finalistas, alunos da rede estadual apresentarão aplicativos desenvolvidos com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Engenheiro Lauro Diniz, localizada na Zona Sul do Recife, representarão Pernambuco na etapa final da 4ª edição da Olimpíada Brasileira de Tecnologia (OBT), que acontecerá em São Paulo com início na terça-feira (15). Com oito equipes e 37 participantes, os alunos da rede estadual estão entre os finalistas da competição, que, neste ano, tem como foco o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A jornada até a etapa nacional envolveu três fases. Durante a olimpíada, as equipes foram avaliadas pela diagramação e prototipagem dos aplicativos que desenvolveram. No dia 2 de julho, os apps se tornaram funcionais e prontos para serem apresentados. Agora, os estudantes se preparam para defender suas ideias e expor os aplicativos em São Paulo, onde serão avaliados também pela apresentação oral e banners explicativos que detalham o funcionamento e o propósito dos projetos.
O estudante Anthonys Jasmellino, do 3º ano, participa pela primeira vez da olimpíada. Com sua equipe, Anthonys desenvolveu o app EcoScore. Por meio de dicas, desafios e conteúdos informativos, o aplicativo foi criado para incentivar mudanças ambientais de um jeito lúdico. “Eu fiquei muito interessado nessa ideia de desenvolver um aplicativo e de trabalhar em equipe para poder organizar, criar uma ideia e tirar do protótipo. Nosso intuito é conscientizar o usuário, de forma bem divertida, sobre os impactos no meio ambiente. Espero que a gente se divirta e trabalhe muito”, explicou o aluno.
A expectativa é grande, especialmente após o desempenho da escola na edição anterior da olimpíada, em 2024. Na ocasião, cinco equipes chegaram à fase final, onde dois grupos conquistaram o pódio com medalhas de bronze e prata. A aluna Gabrielly Vitória, também do 3º ano, participou da edição de 2024 e recebeu a medalha de bronze. Com o app Autispec, a sua equipe criou um aplicativo que busca ajudar crianças com o Transtorno do Espectro Autista.
Na edição de 2025, Gabrielly busca melhorar o app e conseguir se destacar mais na competição. “No primeiro ano que a gente participou foi bem complicado, porque não sabíamos mexer em nada. Agora no segundo ano está mais fácil. O processo em si, ele é complicado e exige muito, não só da nossa habilidade no computador, mas também da nossa saúde mental. Mas é muito gratificante, no final, ver o trabalho sendo reconhecido. O meu projeto ajuda crianças com espectro autista e também informa os pais de primeira viagem, que desconhecem o autismo. A gente está bem animado, todo mundo”, disse Gabrielly.
Durante a fase da prototipagem, as equipes foram premiadas e, no dia 12 de julho, os estudantes partiram para a fase final, onde puderam mostrar não apenas os aplicativos, mas o impacto deles. Maria Clara Buarque, do 3º ano, participou da olimpíada de 2024 e busca ajudar sua equipe a ganhar o prêmio em 2025. “Eu sou a líder do grupo esse ano e o meu trabalho é o de auxiliar as pessoas que ainda não participaram. Ter essa experiência novamente é muito bom, porque ano passado fui destaque na ODS e, nesse ano, medalhista de bronze na primeira fase”, comemora a jovem.
A OBT é uma iniciativa nacional que busca incentivar o protagonismo juvenil por meio da tecnologia e do empreendedorismo, promovendo soluções criativas para os desafios da sociedade atual. Para os alunos da Erem Engenheiro Lauro Diniz, a participação na olimpíada vai muito além da competição, representa uma oportunidade de transformação, aprendizado e inovação com propósito.
Pablo José é gestor e professor auxiliador dos estudantes competidores desde 2024. “A gente está trazendo o máximo da prática tecnológica para os alunos. Aqui na escola tem um laboratório de informática com 17 computadores, 46 Chromebooks e notebooks que o Estado enviou. Então, é muito bacana que eles usem esses materiais e produzam. Além do caráter social que cada aplicativo traz, dando sentido ao que eles estudam na escola, aplicam ali e também dentro da competição. O nível de ansiedade está bem grande e a preparação está sendo muito bem desenvolvida pelo Governo do Estado, com todo o suporte dado para a gente, em termos de alimentação e ônibus. Estamos naquela ansiedade de receber o prêmio máximo”, afirmou o gestor.
Fotos: Josimar Oliveira/SEE










