Evento foi organizado pela Escola Ministro Jarbas Passarinho em parceria com a UPE

Três escolas da Rede Estadual participaram, nesta quarta-feira (10), da Exposição de Tecnologia e Ciência (Expotec), realizada no Shopping Camará, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. O evento foi organizado pela Escola Ministro Jarbas Passarinho em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) e reuniu iniciativas de estudantes do ensino básico voltadas para ciência, tecnologia, inovação e sustentabilidade.

Além da Escola Ministro Jarbas Passarinho, também marcaram presença a Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Carlos Frederico do Rêgo Maciel e a Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio (Erefem) Francisco de Paula Correia de Araújo. Todas são unidades estaduais localizadas em Camaragibe. 

As três juntas apresentaram 27 projetos desenvolvidos por 137 estudantes. No total, a feira contou com 45 trabalhos expostos e aproximadamente 200 estudantes expositores. Somando estudantes, professores orientadores e equipe de apoio, cerca de 300 pessoas participaram da Expotec 2025, que reuniu 10 escolas da Região Metropolitana do Recife e representou quatro municípios pernambucanos.

As produções abordaram temas que dialogam com desafios contemporâneos ao tratar de tecnologia, inovação, sustentabilidade e empreendedorismo juvenil. E reforçou a importância de aproximar a comunidade escolar da sociedade e ampliar o alcance de iniciativas que valorizam o pensamento científico desde a educação básica.

Fotos: Demison Costa

A coordenadora pedagógica da Escola Ministro Jarbas Passarinho, professora Sandra Alves, destacou o papel formativo do evento. “Aqui os estudantes são protagonistas do próprio saber. Eles reconhecem a importância da pesquisa. A Expotec promove a iniciação científica desde os primeiros anos do ensino fundamental. É de extrema importância incentivar a pesquisa desde cedo”, afirmou.

Entre os projetos apresentados, estava a  pesquisa conduzida pela estudante Sara Killer e suas colegas do nono ano da unidade. O grupo entrevistou 160 colegas da unidade para entender como o uso da internet afeta o cotidiano escolar. A estudante identificou que mais de 63% utilizam a internet para atividades consideradas fúteis logo após a aula, reduzindo o tempo dedicado aos estudos e afetando diretamente o aprendizado.

“A gente percebeu que isso prejudica não só a aprendizagem. Muitos também desenvolvem insônia porque usam o celular no horário de dormir. O cérebro continua ativo e eles acabam pegando no sono muito tarde, o que prejudica principalmente quem estuda pela manhã. As pessoas também passam menos tempo com a família porque ficam vidradas na internet e preferem falar por mensagem em vez de conversar pessoalmente. Na sala de aula isso aparece no cansaço, na dificuldade de prestar atenção e na falta de interesse”, contou.

Fotos: Demison Costa