Equipe foi campeã na categoria Educação de Jovens e Adultos (EJA) Médio
A Escola Estadual Professora Odete de Andrada Alves, situada no Presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira, no Agreste, alcançou o primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Relações Étnico-Raciais, Afro-Brasileiras, Africanas e Indígenas (Obereri). A equipe, batizada de ADNAN, foi formada por 10 reeducandos e venceu a categoria Educação de Jovens e Adultos (EJA) Médio.
A proposta da olimpíada é promover e valorizar as tradições culturais das comunidades tradicionais e dos povos originários, além de incentivar os estudantes a buscarem soluções coletivas para questões socialmente relevantes.
A competição foi dividida em etapas. Na primeira, os estudantes enfrentaram uma situação-problema em formato gamificado, que envolveu a resolução de uma situação vivenciada por um povo ou uma comunidade tradicional. Já a segunda tarefa foi um quiz interativo de 25 questões objetivas, com o tema “Educação para as relações étnico-raciais: povos e comunidades tradicionais frente ao racismo ambiental e às emergências climáticas”.
Mediadora do projeto, a professora Roberta Flávia detalha a experiência do grupo. Segundo a professora, o trabalho envolveu questionários, vídeos e estudo de apostilas, fortalecendo o protagonismo dos participantes.
“Foi de grande valia trabalhar esses temas com os estudantes. Os meninos se tornaram protagonistas e isso é um grande feito para uma equipe de Educação em Ambiente Prisional. A gente transforma realidades. Eles, inclusive, comentam muito sobre a importância disso para a autoestima deles”, diz.
A terceira e última tarefa consistiu na produção de um podcast sobre uma iniciativa comunitária ou escolar voltada à temática da olimpíada. A convidada para essa atividade foi Valdeane Macena dos Santos, líder do quilombo Negro do Osso, no município de Pesqueira.
Essa foi a segunda participação da Escola Estadual Professora Odete de Andrada Alves na Obereri. Na primeira, terminaram na 99ª colocação. O pódio nesta edição, portanto, traduz o empenho coletivo e reforça o papel da educação como transformadora social.
“A vitória representa superação, disciplina, esforço e, acima de tudo, a força transformadora da educação. Em um contexto de desafios tão particulares, nossos estudantes mostraram que são capazes de ir além das circunstâncias e construir novas possibilidades por meio do conhecimento. Esse prêmio é resultado do comprometimento dos alunos, da dedicação incansável dos professores e do apoio de todos os profissionais que acreditam na educação como instrumento de mudança e reintegração social”, destaca a gestora Ana Maria Cordeiro.

