Foco foi contribuir para processo socioeducativo integral, que favorece aprendizado e crescimento humano dos adolescentes atendidos
Terminou nesta quarta-feira (17) a formação “Socioeducação: práticas restaurativas como ferramenta pedagógica”, realizada pela Secretaria Estadual de Educação (SEE). Iniciado na última segunda-feira (15), o evento reuniu em Pesqueira, no Agreste, profissionais da Rede Estadual que atuam junto a estudantes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio fechado, nos Centros de Atendimento Socioeducativo (Cases) e Centros de Internação Provisória (Cenips) vinculados à Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).
Participaram, ainda, gestores das escolas vinculadas aos centros de atendimento, bem como pedagogos, psicólogos e representantes do eixo educacional da Funase. Um dos objetivos da formação foi contribuir para que o processo socioeducativo se desenvolva de forma integral, favorecendo não apenas a aprendizagem, mas também o crescimento humano, ético e cidadão dos adolescentes atendidos.
“Atentos ao potencial das práticas restaurativas para o fortalecimento dos processos educativos, em especial na socioeducação, construímos essa formação com o objetivo de ofertar aos professores e profissionais de educação conhecimento sobre práticas restaurativas, destacando a sua importância para a qualificação da prática pedagógica nos espaços de socioeducação e, consequentemente, a garantia e efetivação dos direitos de aprendizagens dos socioeducandos”, explica Cledson Lima, gerente da Gerência de Políticas Educacionais de Direitos Humanos e Cidadania (GEDHC), responsável pela formação.
A programação foi iniciada com a conferência “Racismo estrutural e seus impactos nas infâncias e juventudes”. Em seguida, os profissionais dividiram-se em várias oficinas, que abordaram práticas restaurativas como poesia e dança, círculos de construção de paz e diálogos restaurativos. A palestra “Dialogando em torno da cultura de paz: reflexões diante do enfrentamento às violências no contexto escolar” encerrou o evento.
“Mais do que uma capacitação, trata-se de uma oportunidade de fortalecer a prática docente, oferecendo instrumentos pedagógicos e restaurativos que permitam aos educadores enfrentar a violência escolar, fortalecer vínculos e promover a cultura de paz”, acrescentou Cledson.







