Representantes de todas as escolas indígenas da Rede Estadual participam do evento para construir documento coletivamente
Cerca de 130 coordenadores e lideranças das escolas indígenas da Rede Estadual se reuniram, de quarta à sexta-feira (23 a 25 de abril), para discutir o Currículo Intercultural das Escolas Indígenas de Pernambuco – Etapa Anos Iniciais do ensino fundamental. O encontro aconteceu em Gravatá, no Agreste do estado. Em março, representantes da educação escolar indígena discutiram o currículo para a educação infantil.
O objetivo do encontro foi o de revisar o material já produzido sobre o Currículo, a fim de subsidiar a concepção e a formatação do documento de acordo com as normas legais vigentes. Na quarta-feira (23), as atividades foram iniciadas com um ritual de abertura e a mesa “O papel social da escola e da educação escolar indígena”, que reuniu os participantes em torno das discussões. Na quinta-feira (24), mais duas mesas fomentaram os debates: “O papel político da escola e da educação escolar indígena” e “A importância da Interculturalidade na construção do currículo das escolas indígenas de Pernambuco”.
Em seguida, pequenos grupos foram formados, de acordo com a organização dos povos indígenas, para se debruçar sobre a construção, revisão e encaminhamentos finais do documento. O trabalho seguiu até a sexta-feira (25), dia de encerramento do evento, quando foi apresentado coletivamente o material produzido sobre o Currículo Intercultural das Escolas Indígenas de Pernambuco – Anos Iniciais.
O encontro é promovido pela Gerência de Educação Escolar Indígena (GEEIN) da Secretaria Estadual de Educação (SEE). A GEEIN, ligada à Superintendência de Políticas Educacionais Indígenas (SUPIN) da SEE, foi criada em 2023 para tratar das questões pedagógicas relacionadas às escolas indígenas.
A Educação Escolar Indígena, assegurada na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), garante às comunidades indígenas o direito a uma educação diferenciada, específica e bilíngue. Ela contempla todos os níveis de ensino, desde o maternal até o ensino médio, incluindo a Educação de Jovens, Adultos e do Idoso (EJA). Construída em diálogo com a vivência diária dos estudantes, ela leva em conta os seus modos de vida, aspectos sociais, culturais e espirituais.




