Entre março e junho de 2026, foram realizados mais de 3.200 atendimentos oftalmológicas com a prescrição de mais de 2.800 óculos para a comunidade escolar da Rede Estadual de Pernambuco
Com foco no bem-estar e saúde ocular da comunidade escolar da Rede Estadual de Pernambuco, o projeto Boa Visão já prescreveu mais de 2.800 óculos e beneficiou mais de 3.200 estudantes, professores e funcionários das escolas estaduais com atendimentos oftalmológicos desde março deste ano. A iniciativa conjunta entre as secretarias estaduais de Educação (SEE) e Saúde (SES) e o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) foi instituída no final de 2011, por meio da Lei Estadual nº 14.511.
Funciona assim: o Boa Visão inicia com uma triagem oftalmológica nos alunos no próprio ambiente escolar por professores e servidores qualificados. Os estudantes que precisam de acompanhamento são encaminhados para atendimento oftalmológico nas unidades de saúde de Pernambuco. Caso necessitem, passam por um técnico qualificado pelo Lafepe para a escolha de seus óculos corretivos, que serão entregues na escola. E é nesse processo que a comunidade escolar se sente vista.
O projeto atende 14 Gerências Regionais de Educação (GREs), totalizando 1160 estudantes atendidos por mês, como explica o gerente de Projetos Especiais (Gerpe) da SEE, Geovani Barbosa. “Dentro do projeto, os estudantes vêm e melhoram nesse contexto de aprendizado na sala de aula. Nós ficamos muito satisfeitos em ver esses estudantes terem a oportunidade de enxergar melhor por meio dos óculos entregues pelo Boa Visão”, destaca.
Entre março e junho de 2026, mais de 100 escolas estaduais já foram atendidas pelo projeto. Uma delas é a Escola Dom Ricardo Vilela, do município de Nazaré da Mata, na Mata Norte do estado. Desta unidade escolar, 30 estudantes foram triados dos anos finais do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e atendidos por profissionais da Unidade Pernambucana de Atendimento Especializada (UPAE) Dr. José Nivaldo de Souza, em Limoeiro.
A aluna Rihanna Ferreira, do 8º ano do ensino fundamental, foi atendida pelo Boa Visão em 2024, quando recebeu os primeiros óculos pelo projeto, e teve a oportunidade de voltar à UPAE para uma revisão oftalmológica. “Foi uma experiência maravilhosa. Eu já usava óculos antes [de ser atendida pelo Boa Visão], mas parei de usar porque ele tinha quebrado e não tive a oportunidade de fazer um novo exame porque era muito caro. Então é muito legal ter essa oportunidade de fazer novamente uns óculos de graça”, comemora.
Para o médico oftalmologista Helder Medeiros, que atua há mais ou menos dez anos no projeto, o Boa Visão traz um ganho social muito grande e uma satisfação pessoal por poder contribuir para a melhora no rendimento dos estudantes. “Muitas vezes a dificuldade de enxergar não é percebida como algo que está impactando na vida daquela pessoa se ela nunca enxergou melhor. Então encontrar pessoas que têm essa dificuldade e conseguir ajudar elas pode realmente transformar essas vidas”, diz.





