Ações como redução dos ultraprocessados na merenda e fortalecimento do quadro técnico priorizam alimentação saudável para cerca de 500 mil estudantes

Celebrado nesta sexta-feira (16), o Dia Mundial da Alimentação marca a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e reforça a importância de garantir o acesso regular a alimentos de qualidade para uma vida ativa e saudável. Em Pernambuco, a Secretaria de Educação (SEE) desenvolve ações para promover hábitos alimentares saudáveis nas escolas estaduais. Diariamente, são servidas mais de 1,1 milhão de refeições para cerca de 500 mil estudantes, com foco na qualidade nutricional dos cardápios e na promoção da saúde e da aprendizagem.

Entre as medidas adotadas pela SEE estão a revisão dos cardápios para reduzir a oferta de alimentos ultraprocessados, a priorização de alimentos in natura e o fortalecimento da agricultura familiar. As iniciativas dialogam com os objetivos da FAO de promover a segurança alimentar e a nutrição, contribuindo para o desenvolvimento físico e cognitivo dos estudantes e para a melhoria do desempenho escolar.

No início do ano letivo, a SEE adequou a execução do Programa de Alimentação Escolar para que, no máximo, 10% dos recursos federais sejam utilizados na aquisição de alimentos processados e ultraprocessados. A medida segue a Resolução CD/FNDE nº 3, de 4 de fevereiro de 2026, e reforça que esses produtos não devem ser base da alimentação escolar, sendo utilizados apenas de forma excepcional e quando tecnicamente justificados.

Para substituir esses produtos, o cardápio escolar foi reorganizado com foco em alimentos in natura e minimamente processados, assegurando refeições mais equilibradas, nutritivas e adequadas às necessidades dos estudantes. Esse cuidado impacta diretamente a concentração, a disposição e o desempenho em sala de aula, além de contribuir para a formação de hábitos alimentares mais saudáveis desde a infância.

Paralelamente, a Secretaria tem ampliado a compra direta de alimentos oriundos de cooperativas locais, assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais e grupos formais e informais de mulheres, ultrapassando o mínimo de 45% estabelecido para agricultura familiar pelos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A política adotada pela rede estadual assegura que a alimentação escolar seja tratada como uma política pública estruturante, planejada e acompanhada por nutricionistas que atuam nas 16 Gerências Regionais de Educação (GREs). Atualmente, mais de 120 profissionais de Nutrição realizam visitas técnicas de monitoramento, capacitações para agentes de alimentação escolar e ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) com os estudantes, que acontecem mensalmente. As nutricionistas também realizam testes de aceitabilidade dos cardápios, acompanhando a qualidade da alimentação escolar servida nas unidades de ensino. Todas essas ações buscam promover uma alimentação saudável que nutre o corpo e fortalece a aprendizagem.

Demison Costa/SEE e Josimar Oliveira/SEE